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sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Vivendo entre Lobos, a história de Amala e Kamala um exemplo de Modelação


Duas meninas, Amala (a esquerda) e Kamala (a direita), foram descobertas em 1921, numa caverna da Índia, vivendo entre lobos. Essas crianças, que na época tinham aproximadamente 4 e 8 anos de idade, foram confiadas a um asilo e passaram a ser observadas por estudiosos. Amala, a mais jovem, não resistiu a nova vida e logo morreu. A outra, porém, viveu cerca de 8 anos.

Ambas apresentavam hábitos alimentares bastante diferentes dos nossos. Como fazem normalmente os animais, elas cheiravam a comida antes de toca-la, dilacerando os alimentos com os dentes e poucas vezes fazendo uso das mãos como instrumento para beber ou comer. Possuíam aguda sensibilidade auditiva e o olfato bastante desenvolvido. 

Locomoviam-se apoiadas nas mãos e nos pés, adotando a marcha quadrúpede. Kamala não ficava a vontade na companhia das pessoas, preferindo a dos animais, que não se espantavam quando ela se aproximava e pareciam até entendê-la. Temos então um caso que mostra como indivíduos criados fora da convivência humana, em completo e permanente isolamento social, dificilmente adotam hábitos humanos. Há absoluta necessidade do grupo para que o comportamento humano ou outros comportamentos se desenvolva.
Por quê?

Sociabilidade e Socialização

Reflita sobre este pensamento de Aristóteles (384-322 A.C.):
“O homem é por natureza um animal social”.
A vida em grupo é uma exigência da natureza humana. O homem necessita de seus semelhantes para sobreviver, perpetuar a espécie e também para se realizar plenamente como pessoa.

A sociabilidade- capacidade natural da espécie humana para viver em sociedade- desenvolver-se pelo processo de socialização. Pela socialização o indivíduo se integra ao grupo em que nasceu ou se localiza, assimilando o conjunto de hábitos e costumes característicos daquele grupo.

Participando da vida em sociedade, aprendendo suas normas, seus valores e costumes: o indivíduo está se socializando. Quanto mais adequada a socialização do indivíduo, mais sociável ele poderá se tornar.
Convívio Social isolamento e atitudes

A história demonstra que o convívio social foi e continua a ser decisivo para o desenvolvimento da humanidade. No convívio social, o compartilhamento entre indivíduos se dá pelos contatos sociais.

A ausência de contatos sociais caracteriza o isolamento social. 

Existem mecanismos que reforçam o isolamento social. Entre eles estão as atitudes de ordem social e as atitudes de ordem individual. As atitudes de ordem social envolvem os vários tipos de preconceitos (de cor, de religião, de sexo, etc.).

Um exemplo histórico de preconceito é o antissemitismo, voltado contra os judeus.
Tal atitude foi especialmente violenta durante a idade média e também entre os anos de 1933 e 1945, nos países dominados pela ideologia nazista. A África do Sul é outro exemplo de país onde por várias décadas imperou uma legislação que afastava do convívio social com os brancos, a maior parte da população: era o Apartheid, que a minoria branca impunha a maioria negra, relegando seus membros à condição de cidadãos inferiores.
Este preconceito contra os judeus prevalece de maneira ininterrupta nos dias atuais, onde sem perceber dizemos, por exemplo:
“A polícia Judiou do acusado”.
“O professor vai Judiar de nós na prova”.
Uma atitude de ordem individual que reforça um isolamento social é a timidez. O sociólogo Karl Manheim considera que a timidez, o preconceito e a desconfiança podem levar o individuo a um isolamento social parcial, semelhante ao ocasionado de modo geral pelas deficiências físicas, quando os portadores são segregados dentro de seu próprio grupo primário (familiares, vizinhos, escola).
Conclui-se com a reflexão de que realmente seria adequado modelar indivíduos acerca de nossos valores pessoais? 
Na espera que a resposta seja negativa entende-se o motivo da pouca sobrevivência das "meninas lobo" que foram sujeitas a se adaptar ao padrão estabelecido pelos experimentadores.



quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Fofoca e Peste Emocional


        Que atire a primeira pedra quem não conhece alguém que já realizou alguma fofoca. Ela é responsável pela diluição de amizades e relacionamentos de longa data, e faz uma parceria certeira com a Peste Emocional. Mas afinal o que seria a fofoca, e qual a diferença dela com a Peste Emocional?
        A fofoca consiste no ato de fazer afirmações não baseadas em fatos concretos, especulando em relação à vida alheia e as pesquisas mostram que está mais presente ao longo de toda a História, tal ato é frequentemente ligado à imagem das mulheres, porém sabe-se que os homens igualmente podem ser porta vozes da fofoca de maneira estatística, os homens podem até ser mais fofoqueiros que as mulheres como mostra o resultado de uma pesquisa realizada pelo “Social Issues research Centre”, que é um centro de pesquisas independente de Londres, na coleta de dados foram entrevistados 1.000 donos de telefones celulares com o intuito de saber qual era o teor das conversas. Destes, 33% dos homens eram fofoqueiros habituais, contra apenas 26% das mulheres.
       
        Reich, que foi um dos discípulos de Freud, e posteriormente iniciou a psicoterapia corporal, utilizou em 1941 a expressão Peste Emocional, referindo-se a difamações, fofocas e ações negativas que as pessoas podem desenvolver com o intuito de destruir alguém. Ao longo da história da humanidade temos muitos fatos decorrentes da peste emocional, como por exemplo, o fascismo na Alemanha. Chico Buarque na sua música Geni e o Zepelin - Joga pedra na Geni, Ela é feita pra apanhar, Ela é boa de cuspir, Ela dá pra qualquer um, Maldita Geni - retrata o que significa esta expressão.
 
        A maior contribuição que Wilhelm Reich, foi a forma brilhante com que ele definiu as raízes da insanidade humana, a qual chamou de "a peste emocional".
       
       Para Reich, ela é o resultado da maneira como, ao longo da história, o ser humano foi se afastando cada vez mais de sua verdadeira natureza, livre, inocente, espontânea. As emoções e impulsos naturais do corpo se reprimidos, acabam por se manifestar como violência, ambição, busca de poder sobre o outro, enfim, pelas mais diversas manifestações.
       
Segundo o autor deve-se fazer o caminho de volta e resgatar o divino em nós, libertando-nos do jugo daqueles que ainda vivem sob o domínio da peste emocional, é a única maneira de construímos uma nova humanidade e consolidarmos ainda mais as mudanças que já se encontram em andamento no planeta.

Fofoca é diferente de Peste Emocional.
 
A fofoca é baseada em uma verdade ou mentira com o objetivo específico de “gerar coisas” que no caso, são ruins.
Já a peste emocional é baseada na verdade com o objetivo de “destruir” através dos sentimentos e ações ruins.
Vou colocar aqui um exemplo simples mas que dá para entender muito bem a diferença entre peste emocional e a fofoca:
 
Fofoca
 
        Maria precisava estudar muito pois as provas da faculdade que já estavam chegando, então um amigo dela, que era excelente aluno, foi para a casa dela para que pudessem estudar. Então, quando ele chegou na casa de Maria, uma vizinha o viu e foi logo contar para outra vizinha. Você não sabe vi Maria com um rapaz se beijando no portão eles entraram acho que ai tem coisa.
 
        Agora vou usar o mesmo exemplo na Peste Emocional:

       
Uma vizinha que odiava Maria só estava esperando uma oportunidade para destruí-la então sempre prestava atenção no que ela fazia. Quando um rapaz foi a casa dela logo que se aproximaram para se cumprimentar com um abraço, ela tirou uma foto para insinuar que Maria não poderia exercer a função na creche por mal exemplo as crianças. Ela divulgou esta foto no bairro inteiro e quando Maria ficou sabendo da foto não conseguia mais sair de casa de tanta vergonha que sentia.
 
 
        Aqui dá para entender porque a peste emocional é mais danosa do que a fofoca, ambas são negativas. Não deixe sua vida correr em torno da vida dos outros, viva sua vida e tenha a alegria de volta.

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