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sábado, 5 de novembro de 2016

NUNCA PENSEI QUE ELE FOSSE GAY, E AGORA? (Parte 3-final)


O que se deve saber quando se descobre que está em um relacionamento com alguém que tem tendências homossexuais? (Parte 1)


Agora, uma vez descoberta a tendência homossexual no namorado (ou pretendente), surge a grande dificuldade de resolver a questão. Por um lado, existe o amor que "tudo supera", por outro, o medo de não ser valorizada, e satisfeita em sua sexualidade após o casamento. 
Afinal, vale a pena construir uma família, com um homem que tem consciência de sua tendência homossexual? 
É possível conviver bem com o medo de ser relegada mais tarde? 
Ou será que o amor deve ser maior do que todos esses desafios? 
Uma coisa é certa: antes de se casar com um homem nessas condições, é preciso saber os "riscos" que isso implica.
Alguns psicólogos acreditam que, um rapaz com tendência homossexual, vai levar esse dilema durante toda a sua vida, esteja se relacionando ou não com uma mulher. 
A carne tende para um comportamento, mas a cognição e a moralidade, condena aquele comportamento que a carne deseja. 
Outra coisa é certa, ninguém pode mudar ninguém. 
A moça quando está apaixonada, acha que tem a onipotência de mudar a pessoa. 
No caso da homossexualidade, não funciona assim.
Esse jovem com tendência homossexual terá recaídas, pois o seu objeto reforçador não é a mulher, mas relacionamentos e relações homossexuais que se tornarão constantes e mais cedo ou mais tarde incontroláveis. Raramente ocorre reversão no processo, de modo que não aparecem casos relatados em pesquisas científicas plausíveis. 
É um dilema viver a privação da verdadeira atração sexual, de forma que existe um reforço natural não satisfeito, daí percebe-se que a probabilidade de insatisfação no relacionamento heterossexual pode causar grandes conflitos por parte do próprio sujeito homossexual. 
A parceira não pode saciar a tendência homossexual, e o parceiro, com o passar do tempo pode procurar fora do relacionamento os reforços que não encontra em sua relação. Assim, a aprovação social (que mantem a relação heterossexual estável  de forma a não ser condenado pela sociedade) pode ser deixada de lado, e podem ocorrer buscas de relações homossexuais. 
Sobre a aprovação social, é justamente ela que mantem muitas relações. É daí que nasceu a expressão "gays enrustidos", "gays no armário" etc... A aprovação social que os mantem sem ser "condenados socialmente" é mais satisfatória do que o enfrentamento social de assumir uma sexualidade muitas vezes rejeitada pela família e pelos amigos.
Isso fica bem nítido no filme "O segredo de Brokeback Mountain" onde os personagens principais descobrem-se atraídos um pelo outro e mantem as relações com suas parceiras.
Então, para as moças, ficam dois questionamentos: o relacionamento com um jovem com tendência homossexual deverá ser envolto de uma "batalha" constante contra essa tendência cada dia mais constante, vale a pena para você bancar essa relação, ou é melhor canalizar seus desejos em uma relação com um jovem heterossexual?

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

NUNCA PENSEI QUE ELE FOSSE GAY, E AGORA? parte 2





Homossexuais não assumidos ainda recorrem a casamentos falsos para esconder suas verdadeiras preferências? (Parte 2)


Aqui vão três perguntas que são comuns em relacionamentos com sujeitos homossexuais:

  • HOMOSSEXUAIS NÃO ASSUMIDOS AINDA RECORREM A CASAMENTOS FALSOS PARA ESCONDER SUAS VERDADEIRAS PREFERÊNCIAS?

Sim. No passado, eles costumavam dizer que a sociedade tradicional forçava-os a casar, mas agora esta desculpa já está ultrapassada (pelo menos nos países onde o cristianismo caminha rumo à decadência, como Estados Unidos e na Grã-Bretanha). Para alguns, o casamento ainda é uma maneira de preservar a identidade masculina numa cultura conservadora. 
  • UMA RELAÇÃO SEXUAL ANTES DO CASAMENTO PODE GARANTIR A HETEROSSEXUALIDADE ABSOLUTA DO FUTURO CÔNJUGE?
Claro que não. Há muitos bissexuais e até mesmo heterossexuais que são atraídos pelo homossexualismo. Diariamente, homens casados, pais de família, deixam suas esposas para viver na companhia de outros homens. É preciso ter cuidado, pois existe um "mundo secreto" organizado por homens que praticam sexo homossexual que tem colocado namoradas e esposas em xeque tendo, muitas vezes, o fim do relacionamento.

  • COMO UMA MULHER DEVE PROCEDER NA HORA DE ESCOLHER SEU FUTURO CÔNJUGE?
Com muita cautela. Como vivemos em uma era (pelo menos nas áreas mais cosmopolitas) em que os relacionamentos homossexuais tem ótima aceitação, as mulheres não podem estar desatentas diante da possível ocorrência desta situação na vida de seus companheiros. Por isso tome cuidado. Confira sempre. Tenha os seus amigos como conselheiros e os amigos dele como referência. Faça perguntas a ele "sempre" que necessário, mesmo que elas lhe deixem numa situação desconfortável. Se algo lhe parecer suspeito, investigue. 

Não há nada de errado em tomar fortes precauções para não cometer falhas numa das decisões mais importantes de sua vida. As pessoas vivem dúbias, e não somente no mundo gay. Milhões de homens heterossexuais estão viciados em pornografia e muitos deles apresentam estes sintomas bem antes do casamento sem que suas companheiras sequer percebam qualquer evidência. 

NUNCA PENSEI QUE ELE FOSSE GAY, E AGORA? (Parte 1)


 
        É comum observar que as pessoas buscam conquistar um bom futuro profissional, conhecer uma pessoa com os mesmos objetivos, para assim construir uma família. 
        Percebe-se atualmente que existem alguns percalços, dentre eles, à sexualidade dos rapazes. 
    Muitos rapazes considerados "bons partidos" podem esconder um segredo: uma tendência homossexual".
        Os sujeitos apresentam uma inclinação para se relacionarem com pessoas dos mesmos grupos, de modo que é comum uma jovem evangélica procurar um jovem evangélico para namorar, ou de qualquer outra religião, pois nos relacionamos com pessoas que apresentam características que nos aproximam, ou seja, que são reforçadoras.
        "Na religião, que condena o comportamento homossexual, um jovem que possui esta tendência terá como consequência "esconder" a tendência homossexual, mas o fato do jovem ser religioso não implica evidentemente que seja homossexual,  de modo que o jovem nesse quadro, esconderá a sua tendência para não ser expulso do grupo e, por isso, é comum que se adote o comportamento aceito, mas um dia aquela tendência homossexual vai aflorar", como cita Marcos Inhauser, pesquisador de comportamentos religiosos no Brasil.
      Dentre os critérios a serem observados pelas meninas em relação ao seu futuro marido: saúde emocional, afinidade intelectual, projetos em comum, compatibilidade de gênero e no caso das moças religiosas, "compromisso com Deus", além da preocupação com a tendência sexual do rapaz.
     O caminho para lidar com a situação deve estar embasado em um diálogo honesto e aberto, embora não exista um seguro de infalibilidade na sexualidade das pessoas.
        Perceber como é o relacionamento de um rapaz com a família também pode ser outra maneira de tentar entender a sexualidade dele.
        Em uma perspectiva comportamental, um rapaz com tendência homossexual poderá ter mais amizades com outros com as mesmas preferências, pois certamente em um grupo onde sua tendência for aversiva, terá consequentemente diversas coerções as quais inevitavelmente fugirá ou se esquivará para bloquear as punições que recebe. já em relação ao comportamento verbal, o diálogo fica mais embasado no tema da homossexualidade, seja por negação ou por assuntos ou mesmo piadas de duplo sentido relacionadas, as brincadeiras em relação aos amigos, podem ser também com traços homossexuais com carícias e outros gestos comportamentais, chamados tipicamente como "trejeitos".         Por último, avaliar em que nível está o desejo dele pela namorada. Os hormônios trazem uma certa vibração e fogosidade para a relação. Se isso não estiver presente nos momentos de namoro, onde há beijo e abraço, dá para perceber qual é a do rapaz.
É importante destacar aqui que o psicólogo pode auxiliar nesse momento, que pode ser de grande sofrimento psíquico para a moça, ou mesmo para o casal, a busca de um profissional sempre ajudará na relação.
        As duas próximas postagens irão dar continuidade ao assunto de modo que serão abordados outros temas que são sem dúvida de vital importância.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

QUANDO TERMINA A JUVENTUDE?

Em nossa sociedade, existe uma obsessão presente, acerca da resistência em envelhecer. O que é "ser jovem?". Quando termina a juventude? Perguntas essas simples de responder e ao mesmo tempo "polêmicas", que vai em contraponto a atual "ditadura da juventude". O medo ou resistência em envelhecer pode estar diretamente relacionado ao medo da morte, já que faz parte do desenvolvimento o processo de finitude. 
"Juventude... são as pessoas que estão entre os 13 e 24 anos de idade, inclusivo." — Assembleia Geral das Nações Unidas
"Período na vida de uma pessoa entre a infância e a maioridade. Segundo o Banco Mundial, o termo juventude geralmente refere aqueles que estão entre as idades de 13 a 24 anos." — Banco Mundial.
"Pessoas entre os 20 e 25 anos de idade." — Governo de Tasmânia.
Uma coisa é fato, muitos idosos se consideram jovens, muitos adultos de 30, 40 anos também se classificam como jovens. Mas o que determina a juventude não é a opinião de cada um, mas a norma biológica evidenciando que "sob pelo menos um aspecto a morte começa aos 27 anos. Quem descobriu foi o pesquisador Timothy Salthouse, da Universidade da Virgínia, nos EUA. Em 2009, ele divulgou os resultados de um estudo que mediu as habilidades cognitivas de 2 000 pessoas. Segundo Salthouse, o cérebro humano atinge o auge aos 22 anos, fica estável até os 27 e, a partir daí, começa a declinar. Aos 30 anos, diz o pesquisador, várias funções do cérebro já estão bem mais fracas. Isso acontece porque, do ponto de vista evolutivo, ao virar "trintão" você já deveria ter se reproduzido e completado seu ciclo de vida. Lembre-se, por exemplo, de que os homens das cavernas não viviam muito mais do que 30 anos - e que, pelo menos anatomicamente, nosso cérebro é igual ao deles.
Mas não precisa entrar em pânico caso você já tenha passado dos 27. Esse mesmo estudo liderado por Timothy Salthouse revelou também que algumas habilidades, como a verbal, continuam se desenvolvendo até os 60 anos de idade. É que a gente não para de aprender só porque chegou perto dos 30. Para tudo aquilo que exige conhecimento cumulativo, seguimos ampliando nossa capacidade. "Temos plasticidade cerebral", diz a neurologista Célia Roesler, da Academia Brasileira de Neurologia. "Nossos neurônios têm ramificações chamadas dendritos. Quando o cérebro é estimulado, formam-se novos dendritos - ou seja, novas redes de neurônios. Isso nos permite ativar áreas do cérebro que antes eram menos usadas.
Uma pesquisa realizada pelo Instituto Karolinska, na Suécia, demonstra que algo tão simples quanto atividade física pode aumentar a memória operacional e ampliar a capacidade intelectual de um indivíduo em até 8%. Já na Universidade da Califórnia, biólogos conseguiram aumentar as aptidões cognitivas de cachorros apenas mudando a dieta dos animais para uma mais rica em antioxidantes. Ou seja: ainda que o cérebro embique ladeira abaixo a partir dos 27 anos, tudo leva a crer que podemos retardar bastante esse processo.
E tem mais: a ciência ainda não decifrou todos os enigmas do processo de envelhecimento, mas tem cada vez mais controle sobre ele. Alguns cientistas afirmam até que, em 50 anos, nem vai haver mais definição para expectativa de vida, de tanto que as pessoas passarão a viver. Portanto, pode até ser que a morte comece aos 27. Em compensação, ela está demorando cada vez mais para chegar" como destaca a revista superinteressante. 
Na "ditadura da juventude", o que manda é a aparência, assim, muitos idosos procuram cirurgias plasticas, e não somente idosos, mas, cada vez mais, aumenta a porcentagem de pessoas procurando manter uma aparência juvenil. 
Será que realmente envelhecer é ruim? 
Não necessariamente, como muitos sabem, no Japão o respeito aos idosos é tradicionalmente popular, pois são considerados "velhos sábios". Uma coisa é fato, a preocupação com o envelhecimento gera uma ansiedade desnecessária, se você não é idoso, vai se tornar, então é importante que a criança seja criança, que o adolescente seja adolescente, que o jovem ATÉ OS 24, seja jovem, que os adultos sejam adultos, que os idosos sejam idosos, desta forma, com os pés fixos na própria realidade e sem chorar o leite derramado (uma juventude ou infância que já passou), todos possam viver saudavelmente sem conflitos psicológicos com essa perspectiva desenvolvimentista. 
Caso você tenha conflito em entender o processo de envelhecimento, ou sobre o processo de finitude, saiba que sempre poderá contar com a contribuição dos psicólogos, que estão aptos a trabalhar com essa demanda. 

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

SÍNDROME DA "SUPERIORIDADE ILUSÓRIA"

 
    
        Desde tempos remotos personalidades como Sócrates, Darwin, Russell, Santo Agostinho e até Thomas Jefferson, entre outros, tem alertado a humanidade sobre o a ignorância e as suas características. 

“Só sei que nada sei” 
de Sócrates (o filosofo grego). À medida que vamos acumulando experiência sobre um assunto, vamos percebendo o quanto ainda temos para aprender sobre ele.

Charles Darwin disse que: 
“a ignorância gera mais frequentemente confiança do que o conhecimento”.

Isto é, quanto menos sabemos de um determinado assunto maior a tendência para pensarmos que sabemos tudo.
No século XX, o filósofo inglês Bertrand Russell escreveu: 
"O problema com o mundo é que os estúpidos são excessivamente confiantes, e os inteligentes são cheios de dúvidas"

É um pouco o reverso da medalha do que disse Santo Agostinho com 
“o reconhecimento da própria ignorância é a primeira prova de inteligência”

“He who knows most, knows best how little he knows”
Thomas Jefferson

René Descartes
"Daria tudo que sei por metade do que ignoro"

        Dunning e Kruger dois psicólogos da Universidade de Cornell estudaram este fenômeno e realizaram experiências até enunciar a sua hipótese conhecida como o efeito Dunning-Kruger. Para eles este fenômeno é um distúrbio cognitivo pelo qual indivíduos que possuem pouco conhecimento sobre um assunto acreditam saber mais que outros mais bem preparados, porém esta própria incompetência os restringe da habilidade de reconhecer os próprios erros. Estas pessoas sofrem de superioridade ilusória.
        Numa sociedade onde a forma se valoriza mais do que o conteúdo a gente pode terminar contratando ou seguindo os conselhos de um suposto especialista "incompetente" que aparenta saber muito, tomando decisões erradas e chegando a resultados catastróficos. 
        Os portadores dessa síndrome receberam de Dunning o carinhoso apelido de “idiotas confiantes”. “Os incompetentes são frequentemente abençoados com uma confiança inadequada, afiançada por alguma coisa que, para eles, parece conhecimento.”

Este tipo de pessoas falham em:
  • reconhecer sua própria falta de habilidade e as suas limitações;
  • reconhecer as habilidades genuínas em outras pessoas, pessoas que não escutam;
  • reconhecer a extensão de sua própria incompetência;
  • reconhecer e admitir sua própria falta de habilidade, depois que forem treinados para aquela habilidade.
  • Os verdadeiros especialistas raramente se referem a eles como tal e são substancialmente mais modestos do que aqueles que assim se intitulam.
  • Os verdadeiros especialistas sabem que ainda têm um longo caminho a percorrer até o serem, se é que algum dia o serão. Sabem que haverá sempre quem seja melhor e pior do que todos nós em todas as atividades e que, por isso, devemos evitar os rótulos. 
        Todos nós reconhecemos ou vivenciamos uma situação semelhante. Afinal, quem nunca se deparou com alguém, totalmente ignorante em alguma área do conhecimento, que nunca leu nada sobre o assunto, agir como um sábio e tentar refutar ou debater ideias bem estabelecidas, conhecidas e elaboradas por estudiosos e talentosos especialistas? 
Isso em educação é um clássico, muitos profissionais muito reconhecidos são péssimos professores, acontece que o fato de conhecer os conteúdos da sua área de estudo não faz deles especialistas em educação e muito menos bons professores.
        Vivemos na sociedade do conhecimento e no império da complexidade onde o todo de qualquer cenário de atuação é muito mais do que a somatória das partes, e o conhecimento é considerado como algo transitório. Por esse motivo, esta sociedade tem como característica fundamental a reflexão, que é considerada como uma porta aberta a mudança e ao reconhecimento de que o que ontem dávamos por sabido amanha pode ser considerado um completo erro.
        Ou o que é bom e certo num contexto pode ser um completo desastre em outro contexto, algo que os ignorantes de plantão nem sequer reconhecem já que não desenvolveram a sua capacidade de reflexão.
        Uma sociedade onde o diálogo, a capacidade de escutar e de duvidar são os métodos por excelência para crescer e aprender a aprender; quando nos abrimos a escutar e a refletir é como se pedíssemos emprestada a mente dos outros cheia de conhecimentos e experiências para nos enriquecer.

        Lamentavelmente nesta sociedade nos deixamos guiar pela aparência. E as aparências enganam. 

        Tanta é a quantidade de conhecimento que circula na sociedade atual que ao invés de reconhecer as nossas limitações e nos associarmos com outras pessoas que sabem o que não sabemos para completar-nos terminamos perdendo a capacidade de reconhecer os nossos limites.
       Lamentavelmente possuir um titulo, seja de uma universidade nacional ou estrangeira reconhecida não configura nenhuma garantia de conhecimento, e o que é pior encontramos muita gente ocupando cargos de altíssimo nível que não entendem do que falam e que ficam possuídos com gente que pensa diferente, os ignorando e até combatendo.
        Existem hoje muitos profissionais de palco como diz Felipe Machado, que são bons para apresentações, emocionam e cativam o público, mas que em muitos casos não teriam conteúdo a agregar além de frases de efeito e ideias vazias. 
        Uma coisa é certa somos todos aprendizes e mestres, ao mesmo tempo, quando nos topamos com profissionais cheios de si que se apresentam como gênios é um bom momento para começar a duvidar já que ninguém, ninguém sabe tudo.
        Uma das qualidades mais importantes de um profissional hoje é aprender a aprender e isso só se consegue com humildade, aprendendo a escutar.

Artigo do Dr. Daniel Angel Luzzi- Diretor Cognita Educação Digital e Tecnologia Social

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

MODELAÇÃO- APRENDENDO COM GRANDES EXEMPLOS

      Você já parou para pensar sobre o motivo, de existirem pessoas, que são muito eficazes no que fazem?
        Existe alguma pessoa que você admira pelas suas características de personalidade?
        É comum para a criança, dizer: "quando crescer, quero ser igual a meu pai".
A Psicologa Comportamental estuda os tipos de aprendizagens pelos organismos, e um dos tipos de aprendizagem é chamado de modelação, onde, através de um modelo, o sujeito aprende e se desenvolve, seria pela aprendizagem por observação que, de maneira natural, os sujeitos se adaptam ao ambiente.
É através da aprendizagem por observação que as crianças aprendem a andar, através de modelos. No caso das "meninas lobo" Amala e Kamala que aprenderam comportamentos de lobos por observação, como pode-se observar no link, é nítido que elas não aprenderam a andar de forma ereta, por não terem modelos a serem observados. Assim, como os lobos, caminhavam de forma quadrupede.
Isso ocorre diferentemente quando a criança começa a desenvolver a fala, começa a emitir sons (balbuciar), e os mais próximos a alguma palavra é reforçado, (tipicamente os reforços são com atitudes carinhosas com a criança, e pelo comportamento verbal) o que faz com que o sujeito repita esse comportamento. Em psicologia comportamental chamamos o sujeito que reforça o comportamento, de sujeito arbitrário. Ele funciona como um "árbitro", ou seja, através dele os comportamentos são reforçados, punidos ou extintos.
        Modelação é diferente de modelagem, na modelação não existe sujeito arbitrário, o comportamento é adquirido apenas com o modelo; já na modelagem, o sujeito arbitrário reforça o comportamento que tende a se repetir ou priva de reforço para a extinção do comportamento.
        Sabendo disso, podemos destacar que podemos seguir os modelos de pessoas com habilidades específicas. Você pode assim, observar os comportamentos de seu líder, se quiser ter características similares a ele. Existe uma frase popular que elucida essa questão da modelação... 
        "Diga-me com quem andas que eu te direi quem és". 
        Na bíblia sagrada se encontram frases similares a essa, "Quem anda com os sábios será sábio; mas o companheiro dos tolos sofre aflição" (Provérbios:13,20).
Com isso, observa-se que é típico do senso comum esse conhecimento da modelação.
        Albert Bandura (1925) estudou as influências da aprendizagem por observação, desenvolvendo assim a "teoria da aprendizagem social", sendo a capacidade de reprodução de um comportamento observado. 
        Sem a observação, certos comportamentos não podem ser aprendidos. Bandura destaca que nós aprendemos exclusivamente pelos nossos mecanismos reflexos. Nas situações sociais aprendemos pela imitação, observação e reprodução do comportamento dos outros. 
        Isso esclarece porque não adianta uma pai ou uma mãe orientar os filhos a não fumarem se os mesmos fumam. Aprendemos com os exemplos e os exemplos valem mais que mil palavras. 
        Nesta perspectiva, percebemos que a frase "faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço" além de ineficiente é uma falacia do sendo comum. 
        Conclui-se dizendo que a aprendizagem por observação não pode ser desconsiderada, e aprendemos através do ambiente. O condicionamento clássico, é, e foi muito estudado, e tem perfeita congruência com os estudos de Skinner, acerca do comportamento operante.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

COMO DEVO CRIAR UM TEMA PARA PROJETO DE PESQUISA?

    Em primeiro lugar é importante destacar que o objetivo de qualquer pesquisa deve ser a verificação, de forma científica, de uma hipótese. A hipótese é gerada através do questionamento de "paradigmas" até então relatados. O pesquisador deve ter a capacidade de ser curioso, ou seja, ser instigado a buscar respostas verídicas de forma a sair do senso comum.
        Em pesquisas se deve ter o olhar arbitrário, nunca se deve induzir os resultados, pois isso desvia do caminho da ciência e obviamente invalida os dados. Assim, a hipótese se torna útil.
        Existe várias formas de fazer pesquisas, como a de campo onde o pesquisador utiliza métodos como questionários, testes psicológicos quando psicólogos, entre outros materiais, como entrevistas, por exemplo. 
        Para se criar um tema de pesquisa, é necessário ter em vista algumas considerações, como por exemplo, se realmente é viável a realização. 
        Não adianta querer pesquisar sobre doença rara na Coréia do Sul, se não se tem contato com o País, caso seja de grande motivação o tema, é possível apenas se fazer uma pesquisa de Levantamento Bibliográfico, visto que, não é utilizado nenhum sujeito no estudo, seja humano ou animal, mas dados de outras pesquisa já realizadas.
        Outro exemplo: "Paulo" quer fazer uma pesquisa sobre o nível de ansiedade em astronautas. Um tema muito interessante para Paulo, que começa a desenvolvê-lo. Se Paulo não tiver contato com esses astronautas como vai coletar os dados? Isso tudo pode ser problema no método da pesquisa, onde Paulo descreverá as etapas da coleta de dados e como vai coletá-los. 
        Alguns temas devem ter cuidado especial. Não é porque a pesquisa ficará interessante que os cuidados não devem ser tomados. 
        Por exemplo: pesquisar sobre os fatores emocionais de familiares cujos entes se suicidaram, poderá desencadear desorganização psicológica no sujeito pesquisado, e caso o estudante não seja psicólogo, estará "em maus lençois". 
        Temas mais próximos da realidade do pesquisador são mais adequados, pois permitem que sejam realizados. Quando os temas são relacionados a públicos específicos, deve-se ter em vista que será necessária prévia autorização, se os voluntários forem estudantes, certamente deverá ter autorização da diretoria da escola e dos pais, caso menores de idade, por exemplo.
        Outra coisa de vital importância é ter tudo documentado, todas as autorizações, tanto do comitê de ética, a qual sua pesquisa faz parte, a autorização da diretoria, como no caso acima, devem estar anexadas a sua pesquisa, pra sua segurança legal.
        Para elaborar um tema, pense nas realidades atuais de sua profissão e como ela vai contribuir. Você caminhará durante um bom período com a temática, então pense em um tema atrativo pra você. 
        Certamente existem pessoas próximas de você as quais você gostaria de fazer a pesquisa com elas. 
        Se você quer crescer profissionalmente, é melhor aderir ao que realmente você quer pesquisar, ao invés de desenvolver uma temática com "seu amiguinho". Desapega disso, vocês podem fazer outros trabalhos juntos, em pesquisa é mais adequado se pesquisar um tema a qual se deseja aprofundar.
        Temas que o pesquisador não tem interesse, irá gerar desmotivação a respeito. Por isso, tenha paixão pelo que se quer pesquisar.
        Muitas delas partem de uma pesquisa inicial, utilize fontes científicas de busca, como Scielo, Pepsic, Bireme, Lilacs, BVS-Psicologia, base de dados de universidades, etc. E JAMAIS, esqueça de anotar de onde está tirando os dados. Copiar e colar dados de pesquisa é CRIME DE PLÁGIO, atenção a isso, sempre coloque nas referências as fontes buscadas, e que não sejam o google, rsrsrs.
        Resumindo: Para criar um projeto de pesquisa, pense em um assunto que você gosta; depois verifique a possibilidade de pesquisar sobre este tema; leia o que já existe de publicações sobre o tema escolhido e pesquisas relacionadas; e converse com seu coordenador de curso, sobre algum orientador que seria adequado ao seu tema; toda Universidade tem Manual de Pesquisa, é importante ler para a verificação das normas internas da Instituição atrelada a sua pesquisa.
        Levante-se e boas pesquisas!

terça-feira, 2 de agosto de 2016

INSÔNIA, A INIMIGA DO SONO REPARADOR!


        Antes de conversar sobre a insônia, é necessário entender a fisiologia do sono, ou seja, como ele funciona e qual sua função.
     O nosso cérebro, ou encéfalo, produz uma série de ondas que causam alterações em nosso organismo: durante o dia, são produzidas ondas "BETA", essas ondas fazem que entremos em estado de vigília, porém em nosso cotidiano, surge uma aceleração indevida que leva a padrões de ondas FAST BETA" que influencia prioritariamente as áreas motoras. A aceleração das ondas BETA leva a quadros de agitação, inquietação e ansiedade. Se a aceleração se acentuar mais ainda, pode levar a quadros de pânico. Na hora de dormir, sentimos uma certa sonolência, nesse momento o encéfalo começa a produzir ondas "ALPHA" que relaxam o corpo.
        Quem sofre de insônia tem dificuldade em produzir ondas ALPHA em quantidade suficiente. Neste momento, o insone produz ondas FAST BETA, em vez de ondas ALPHA , que impedem o relaxamento, e o fazem buscar algo sobre o que se debulhar, até que o cansaço físico vença a batalha. 
        Esse processo pode durar horas até que a exaustão faça o sujeito, literalmente, "apagar".           Se o sujeito não passa por esse prévio relaxamento, a saúde começa a declinar, bem como o sistema imunológico. 
           O próximo estágio são as ondas "DELTA" que são responsáveis pela reparação orgânica do sono.
        Em seguida são geradas ondas "THETA" que é chamado de sono paradoxal, ou REM, que é quando sonhamos.
        Uma prova de que não mergulhamos em DELTA é a maneira como acordamos no dia seguinte, em vez de um sono reparador, acordamos com a sensação de cansaço, como se mal tivéssemos dormido.
        O excesso de luminosidade a noite é muito prejudicial para o sono. Televisão ou computador ligados, também prejudicam!
        Essa luminosidade faz com que haja uma inibição da atividade da Glândula Pineal, que é responsável pela produção de serotonina, melanina e melatonina e a carência na produção destas substâncias pode levar a quadros de depressão, maior predisposição ao câncer de pele e finalmente a INSÔNIA, já que é a melatonina que permite ao cérebro realizar nosso ciclo circadiano de vigília e sono.
       O insone também produz quantidade muito menor de GH, hormônio do crescimento, que é produzido pela Pituitária, por não ciclar em DELTA. 
         Com tudo isso, não é atoa que 15% da população mundial sofra de depressão biológica. 
     Se você quer ter saúde e um sono reparador, coma coisas saudáveis, desligue a TV e o computador, principalmente a luz, até de abajur, e se nada disso for suficiente, um psicólogo sempre dará ferramentas para você relaxar e viver melhor.
       

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

11 dicas da Análise do Comportamento para te ajudar a passar em Concurso Público

       

        Observa-se que, cada dia mais pessoas tem interesse em dar um upgrade no salário. No setor privado, a média salarial é bem inferior a do setor público. Com efeito, quem tem interesse em trabalhar no setor público, precisa prestar concurso que, nos últimos anos demonstrou-se uma maior disputa não apenas referente ao salário, mas também a almejada estabilidade, fator reforçado com a atual crise financeira no país.
        E oque a Análise do Comportamento tem a ver com isso?
Muito a ver, a análise do Comportamento é uma abordagem na psicologia que tem um dos objetivos, buscar entender a funcionalidade dos comportamentos, de forma que se possa prever e controlar. Com isso na percepção, destaca-se as inumeráveis técnicas da abordagem que podem contribuir a quem vai prestar concurso público.
 
        Confira aqui, 11 procedimentos, que você pode adotar, de forma que tenha a resposta da aprovação.
  • O primeiro procedimento está no topo do blog, "Tudo na Vida é Treino", ou seja, saiba que concurso não se faz para passar, mas até passar. E isso refere-se especificamente a um treino específico e constante. Lembre-se, o Pelé, para ser o "rei do futebol" teve que primeiro aprender a jogar bola, as regras do futebol, ter um bom condicionamento físico, etc. Ou seja, treinou constantemente.
 
E como é o treino para concurso? A resposta é estudar, mas saber estudar.
 
  • A maioria dos que obtém os primeiros lugares, nas provas, estudam cerca de 3 horas. Se você considera isso muito tempo para estudo, busque começar com 30 minutos por dia e vá aumentando gradativamente, de forma que possa se condicionar a essa média típica dos aprovados nos melhores e mais concorridos concursos (modelagem).
 
  • "Geralmente passa quem não deixa o emprego e sabe conciliar o estudo com o lazer e os programas em família" (José Luiz Romero-diretor da Central de Concursos). A palavra de ordem aqui é ORGANIZAÇÃO. Saber organizar o tempo. Os momentos de lazer devem ser tratados como momentos de lazer, nada de se preocupar em estudar nessa hora. Aproveite cada momento específico, não deixe que a má administração do tempo seja sua inimiga, você pode se organizar, ou seja, prever e controlar os específicos momentos. Não trate o estudo como uma forma aversiva e coercitiva, aprenda a gostar de estudar, isso facilita as coisas.
 
  • Os simulados, provas fornecidas pelos cursinhos, ou disponíveis na internet, são uma ótima ferramenta para estudo. Os editais também são bons guias sobre como se preparar.
 
  • Fuja da "Razão Fixa", onde o número de respostas para determinado reforçador é sempre o mesmo. Exemplo: Estudar mais de uma matéria por dia, em vez de destinar horas fixas semanais ao estudo de matérias isoladas, faz com que o conteúdo esteja sempre atualizado na cabeça.
 
  • Uma boa forma de treino é prestar concursos que exijam menor nível de conhecimento, essa é uma boa maneira de se preparar para um salto mais ambicioso em concursos mais difíceis.
 
  • Estude as provas anteriores do mesmo concurso, para os mesmos cargos, as provas costumam ter questões semelhantes.
 
  • Busque também fugir do "Intervalo de Tempo Fixo", tire um dia de descanso por semana, porém em dias variados. A quebra de rotina aumenta a produtividade.
 
  • Se dedique as matérias que você tem pouca afinidade, e como você já sabe, sem ser em esquema de reforçamento fixo.
 
  • Um fator extremamente importante, é controlar seu ambiente de estudo. Busque um local silencioso e organizado, se houver música, que sejam baixas e suaves e com poucos estímulos visuais. O ideal é, por exemplo, uma bancada com laterais altas, de forma que seu foco seja direcionado a seu objetivo, não ao passarinho passando na janela. Se você já se condicionou a estudar diferentemente disso, saiba que os estudos, tanto neurocientíficos como analítico-comportamentais, mostram que este controle, dos estímulos ambientais, são ideais para um melhor processamento de informações pelo cérebro.
 
  • Para finalizar, saiba que a reprovação faz parte do jogo, e não existe concurso perdido, não trate a reprovação como uma punição. Ela não é absolutamente aversiva. O conhecimento se acumula, como afirma Piaget, até que um dia, você será reforçado com a aprovação.

sexta-feira, 6 de março de 2015

DEPRESSÃO: UMA QUESTÃO QUE SEU MÉDICO NÃO PODE RESOLVER PARA VOCÊ

     

 Um estudo publicado no periódico americano Health Affairs, mostrou que clínicos geralmente prescrevem antidepressivos sem o diagnóstico preciso. “Os psiquiatras são mais aptos a monitorar os sintomas de depressão e personalizar o tratamento, com medicamentos ou com terapia”, diz o psiquiatra Michael Peterson, da Universidade de Winsconsin (EUA).
        Imagine uma pessoa que teve a morte de um ente querido, por essa razão o sujeito entra depois de um longo tempo de não superação do luto pela perda, em estado depressivo. A pessoa fica “alegre” e percebe que melhorou, algum tempo depois os sintomas voltam, mas agora o sujeito não associa a recaída com o verdadeiro fator da depressão, que neste caso são fatores emocionais. O sujeito volta ao psiquiatra que novamente prescreve antidepressivo, agora com maior dosagem devido a recaída e fica neste ciclo de ir ao médico e ter recaída.

        A causa da depressão do sujeito é a morte de seu ente querido, o médico receita antidepressivo, o problema não é resolvido, e por quê? Simples, o medicamento apenas faz uma anestesia dos reais sintomas, de modo que o verdadeiro problema não é resolvido. Para que se tenha a solução é necessário um atendimento com psicólogo, de modo que a função da terapia é a solução do real conflito, neste caso o tratamento com medicamento se torna ineficaz pois os fatores estabelecidos e encadeados devem ser o foco do tratamento, não apenas a contemplação biológica de equilíbrio hormonal.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

PEDOFILIA (PARTE III)



Como a ciência explica o desejo sexual por crianças?

Qual o perfil de quem abusa de menores?

Por que o erotismo infantil atrai tanta gente?

 
Glenn Wilson, professor de psicologia na Universidade de Londres, Inglaterra, realizou extensa pesquisa para definir o padrão de um pedófilo. A maioria dos pedófilos tem entre 30 e 45 anos e é do sexo masculino (95%). Desses, 71% gostam de meninos, embora sejam, em sua maioria, homossexuais, é importante destacar aqui que se trata de uma constatação realizada pelo estudo de Glenn Wilson e absolutamente não é uma discriminação a categoria de homossexuais, é importante destacar também que a homossexualidade não está relacionada a pedofilia, mas por esse estudo é possível observar que é uma grande porcentagem de pedofilia com sujeitos que também são homossexuais. Preferem os garotos de 12 a 15 anos. Uma pequena parcela deles costuma escolher crianças menores que 5 anos. Como já comentado na primeira postagem sobre pedofilia, no Brasil, com alguns cantores de Funk, sempre enfatizam em suas músicas a relação com pessoas menores “novinhas”, assim levanta-se o questionamento se isso não reforça a atração infantil já que “as novinhas”, são “as crianças”.

Os dois aspectos que envolvem a atração de tanta gente a respeito do erotismo infantil são a inocência e a boa aparência das crianças. A maior dessas qualidades físicas é a ausência de pelos pubianos. É por isso que o “teto” dos pedófilos costuma ser a idade de 15 anos, quando os primeiros pelos começam a aparecer, a voz engrossa (no caso dos meninos, claro), sinais de independência se manifestam na personalidade.

A história do erotismo infantil está ligada a trajetória da humanidade.

Evidências culturais, biológicas e psicológicas nos ajudam a entender o problema. Por exemplo, em aproximadamente 450 culturas tradicionais, a idade ideal para contrair matrimônio está entre 12 e 15 anos. A beleza juvenil, ainda em desenvolvimento, seria o maior atrativo para os machos.

Agora duas questões importantíssimas: as ciências da psicologia comportamental e a biologia explicam que quanto mais jovem uma mulher, maiores são as chances de ocorrer uma fecundação bem sucedida. Com o passar dos anos, a produção de espermatozoides diminui e o homem procura mulheres que oferecem maior possibilidade de uma boa fecundação, e essas mulheres são as mais jovens. Outro fator nessa equação: a beleza imatura, a pele suave, as maças do rosto ainda rosadas e o nariz pequeno evocam a infância e despertam o instinto da proteção do adulto.

Proteção e dominação constituem os pilares básicos da pedofilia. A medida que amadurecem, homens procuram pessoas mais jovens por causa de inseguranças psicológicas (inclusive em relação ao tamanho e ao desempenho do pênis). O sexo com menores seria uma forma cada vez mais debatida pela sociedade, de um adulto afirmar sua segurança, ainda que precária.

É tarefa difícil lidar com o mundo da pedofilia. O certo é que a inocência infantil deve ser preservada. Assim como um futuro livre de traumas.

Para finalizar, é importante destacar que se você que está lendo, presenciar, ver qualquer ato de incitação a pedofilia, você está obrigado a denunciar, claro que as vezes a pedofilia está relacionada a pessoas próximas ou mesmo da própria família, mas esse ato não pode ser tratado com omissão.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

PEDOFILIA F64.4 (PARTE II)


Como a ciência explica o desejo sexual por crianças?

Qual é o perfil de quem abusa de menores?

Por que o erotismo infantil atrai tanta gente?

Como visto na parte I, a pedofilia ocorre em grande proporção no lar, o que dizer quando o pedófilo ganha as ruas?
Países como: Brasil, República Checa, Sri Lanka e Filipinas faturam milhões com o turismo sexual todos os anos.
Em Praga, capital da República Checa, uma vasta rede de bordeis masculinos e motéis serve de ponto de encontro para pedófilos do continente. Um dos bordéis mais famosos é o Pinóquio. (A ironia cruel desse nome ligado ao universo infantil só poderia ser obra da cidade natal do escritor Franz Kafka). Ali, durante 24 horas por dia, meninos matam o tempo entre um encontro e outro, perdendo dinheiro nas máquinas de fliperama. Pagos para serem sodomizados, os pequenos prostitutos faturam em dois encontros o equivalente ao salário mensal de um trabalhador de 8 horas diárias, como apurou Fabiano Golgo, jornalista brasileiro radicado em Praga.
Em países asiáticos, meninas de 8 anos tem sua virgindade leiloada em muquifos frequentados por pedófilos das mais variadas procedências, a maioria casados e com filhos.
No Brasil, desde 2000 a secretaria Nacional de Assitencia social, ligada ao ministério da Previdência, mantém o projeto Sentinela, inicialmente implantado no Norte e Nordeste, onde a existência da prostituição infantil, muitas vezes é pouco considerada pelas autoridades locais, que fazem vista grossa para o problema e preferem contar os cifrões do incremento do turismo sexual na receita da região.
Mas afinal quem é o Pedofilo?
Um pedófilo é uma pessoa de 16 anos, ou mais, que se sente atraída sexualmente por crianças e pré-adolescentes. Apresenta, muitas vezes, uma sexualidade pouco desenvolvida e teme a resistência de um parceiro em iguais condições. Sexualmente inibido o pedófilo escolhe como parceiro uma pessoa vulnerável. “Usar uma criança é ter uma ilusão de potência” diz o psicanalista Joel Birman. Em cerca de 25% dos casos, o pedófilo de hoje é a criança molestada de ontem. Em uma leitura analítico-comportamental, podemos observar que a pedofilia não se resume apenas no desejo de forma central, esse desejo é externalizado, assim a pedofilia é um ato de se comportar, é um ato de ir em busca e de se saciar de um desejo que, muitas vezes, o sujeito não controla. Essa privação básica sexual é direcionada a vítima. Muitas vezes é gerado no pedófilo um sentimento de arrependimento pelo que faz, a pedofilia tem tratamento, e esse tratamento visa o controle de seus comportamentos e redirecionamento de sua privação sexual.
Na próxima postagem e última postagem da série, será traçado o impacto da pedofilia e erotismo infantil na sociedade.


sexta-feira, 10 de outubro de 2014

PEDOFILIA F65.4 (PARTE I)



Como a ciência explica o desejo sexual por crianças?

Qual é o perfil de quem abusa de menores?

Por que o erotismo infantil atrai tanta gente?
Segundo o DSM IV, manual de diagnóstico e estatístico de transtornos mentais em sua IV edição, a Pedofilia é classificada como 302.2, já na CID-10, Classificação Internacional de Doenças, em sua décima edição, a classificação se encontra como F65.4.

A cada dia a palavra pedofilia aparece nos ouvidos escandalizados da sociedade. A Organização Mundial de Saúde (OMS) define a pedofilia como a ocorrência de práticas sexuais entre um sujeito maior de 16 anos com uma criança na pré-puberdade (13 anos ou menos).

A OMS não classifica a pedofilia como uma doença, os médicos e os psicólogos divergem na forma de classificação e nas estratégias para combater o problema.

Segundo a psicanálise, a pedofilia é definida como uma perversão sexual. Não se trata, propriamente, de uma doença, mas de uma parafilia: um distúrbio psíquico que se caracteriza pela obsessão por práticas sexuais não aceitas pela sociedade, como o sadomasoquismo e o exibicionismo.

A criança nunca é parceira na relação de um pedófilo, mas seu objeto, pois é um ser indefeso, dominado sadicamente, como afirma o psicanalista carioca Joel Birman, que atende em seu consultório as vítimas da pedofilia. O psiquiatra francês, especialista em pedofilos, Patrick Dunaigre, defende a existência de dois tipos de pedofilia: A de situação e a preferencial. A primeira talvez seja o tipo mais difícil de detectar. Alguns adultos, principalmente homens, atacam crianças sem, no entanto, se sentirem excitados com ela. O perigo reside na pedofilia preferencial. Ocorre quando o agressor deliberadamente escolhe crianças na pré-puberdade, antes dos 13 anos, como obscuros objetos para satisfação sexual.

De acordo com o psicólogo David L. Burton, especialista em agressão infantil da Universidade de Michigan e membro do conselho diretivo da Association for the treatment of sexual abuses (associação para o tratamento de abusos sexuais), nos Estados Unidos, cerca de 80% dos casos de abuso sexual de crianças ocorrem na intimidade do lar: pais, tios e padrastos são os principais agressores.

Uma estatística levantada pelo Laboratório de Estudos da Criança (LACRI) da Universidade de São Paulo (USP) mostra a amplitude do problema. O relatório registrou, durante 2001, 1723 casos de violência sexual contra menores no âmbito doméstico. Intitulado “A ponta do Iceberg”, o documento apenas inventaria aqueles episódios que chegaram as instâncias oficiais, como varas de família.

O pedófilo não consegue controlar o comportamento sexual por crianças, de modo que  esta atração pode passar a dominar a vida do sujeito sendo assim, o pedofilo não sconsegue manter contato sexual com pessoas da sua faixa etária devido a insegurança por não poder dominar e não tendo o outro como seu objeto de desejo.
Nas próximas duas postagens falaremos de forma mais específica do perfil do pedofilo, o impacto na sociedade e as vítimas de pedofilia.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

PSICOLOGIA CONSTRUTIVISTA E O FILME "A CORRENTE DO BEM"




Sabe-se que o indivíduo é biopsicossocial, sendo assim um indivíduo saudável deve ter todos os campos de sua vida bem ajustados. É importante que se destaque a visão científica atual do indivíduo, que é holística, para um melhor entendimento da influência da aprendizagem, fatores que independentemente da linha teórica são integrados.
        No filme “A corrente do bem”, o professor levanta uma série de questionamentos a seus alunos, se destaca o fato de não respondê-las. Ele elabora as respostas a partir do conhecimento de seus alunos, assim, considerando o que já faz parte da estrutura cognitiva prévia.
        As perguntas levantadas logo no princípio da aula tem o objetivo de desconstruir e causar uma “desequilibração”, como diz Piaget em sua teoria para gerar novas “assimilações”.
        Esse episódio contempla também a Teoria de Ausubel onde é relatado que “o fator mais importante que influencia a aprendizagem é aquilo que o aluno já sabe; descubra isso e ensine-o de acordo”. O professor faz exatamente isso ao questionar os alunos e pedir sua participação. Quando propõe a atividade para o ano letivo, não invalida o ponto de vista dos alunos. Uma aluna fala: “isso é tão...” ele não dá uma resposta pronta, mas com o auxílio e conhecimento dos demais propõe um novo conhecimento.
        Vygotsky se preocupa com o desenvolvimento da linguagem e suas relações com o pensamento, o professor desenvolveu isso com a inserção de novas palavras ao vocabulário.
        Na teoria de Ausubel a metodologia da aula não é expositiva com respostas prontas e sim por “descobertas” onde o estudante é convidado a buscar as respostas, seja na experimentação da proposta de atividade para o ano, ou ainda, com a busca pelo significado das palavras, fator que se generalizou para a mãe de um dos estudantes buscando em dicionário o significado da palavra “eufemismo”.
        Quando a proposta para o ano, elaborada pelo professor é “assimilada” pelos alunos é gerada a “acomodação”, ou seja, a mudança na estrutura cognitiva e “equilibração” do conhecimento adquirido.
        Ainda segundo a Teoria de Piaget, um fator importante é a formação de sujeitos “criativos, inventivos e descobrintes”, isso é contemplado na proposta de atividade levantada pelo professor, pois instigou os alunos a “criarem” uma maneira de executar a atividade utilizando seus prévios conhecimentos e assimilações de eventos anteriores.         
        Conforme a teoria de Vigotsky, os alunos tiveram que planejar a partir das suas relações que estabelecem com o meio, nas palavras do professor “no mundo lá fora”. Na aula de estudos sociais o professor serviu como intermediador entre os alunos e o meio. Depois que a atividade proposta pelo professor foi internalizada pelos alunos, o aluno Trevor desenvolve um signo, ou seja, elabora em diagrama, seu propósito, para que possa mediar e para poder explicar aos outros de seu meio.
        O professor questiona sobre o que o mundo significa o que ainda se enquadra na Teoria de Vigotsky com a elaboração dos significados dos signos e sua importância na interação com o meio.
        Assim com a “zona de desenvolvimento proximal”, fator importante em sua teoria, destaca se o ponto que a criança precisa da ajuda de terceiros para que o conhecimento seja apropriado, “assimilado”, “equilibrado” pela criança. Isso ocorre com Trevor, quando precisa da experimentação de sua ideia em algumas pessoas, ele queria testar sua proposta e verificar se funcionava.

        Por fim é importante destacar que os conhecimentos dos teóricos Vigotsky, Ausubel e Piaget, e outros teóricos como Skinner e Wallon, contribuem para o desenvolvimento do trabalho do educador e outros profissionais da saúde e educação. É importante que a linha de pensamento dos teóricos acima esteja em conformidade com os objetivos acadêmicos do educador, tendo em vista um melhor desenvolvimento da aprendizagem em seus alunos.

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