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segunda-feira, 16 de abril de 2018

CADA LÍNGUA UMA SENTENÇA PARA A DISLEXIA


     Antigamente, crianças que tinham dificuldade para ler e escrever eram difamadas como burras e preguiçosas. Atualmente, já deve ter-se espalhado a informação de que leitura e escrita debilitadas, ou dislexia, mal de que uma em cada dez crianças sofre, não têm nenhuma relação com pouca inteligência ou ausência de esforço. Hoje são conhecidas até mesmo as regiões cerebrais envolvidas em tais atividades: nos disléxicos algumas partes do hemisfério cerebral esquerdo- em especial o córtex têmporo-parietal- permanecem bastante inativas. É ali que as sequências de letras são traduzidas em unidades carregadas de sentido. Mas será que tal diagnóstico também vale para pessoas de outras regiões linguísticas- como os chineses, por exemplo?
     Não, diz Wai Ting Siok. A psicóloga da Universidade de Hong Kong deu a 16 alunos chineses de cerca de 11 anos variados exercícios de leitura; oito eram disléxicos. Enquanto as crianças se debruçavam sobre os seus já conhecidos símbolos linguísticos, a pesquisadora mediu a atividade cerebral de cada um por meio de ressonância magnética funcional.
Constatou-se que o córtex têmporo-parietal estava normalmente ativo em todas as crianças, enquanto o giro frontal medial esquerdo era muito mais lento nos disléxicos. Nesta última região, supõe Siok, os símbolos gráficos são associados aos sons correspondentes.
     A pesquisadora concluiu, portanto, que o processamento de som e significado dos caracteres chineses- ao contrário das escritas alfabéticas- acontece de forma totalmente independente. Sendo assim, problemas de dislexia em culturas diversas teriam causas distintas- e, portanto, não se poderia falar em um mecanismo universal.
     O especialista em distúrbios de aprendizagem, Michel dos Santos Silva, destaca que "atualmente, na cultura ocidental está enraizada um caráter que coloca a dislexia, assim como qualquer outro transtorno, como um rótulo. A pessoa disléxica não é a 'dislexia encarnada', ela é muito mais do que uma característica específica. Com ou sem dislexia, qualquer pessoa tem habilidades e qualidades. Assim como existem centenas de milhares de tipos de personalidade, assim também, um disléxico é diferente do outro. Devemos aniquilar a cultura do rótulo, rotular qualquer pessoa como "incapaz", "burra", "problemática", etc, não contribui para o desenvolvimento dela, ao contrário. Todos os pais de uma pessoa disléxica devem saber que seu filho ou sua filha é capaz de aprender, mas aprende de uma forma própria e em sua própria velocidade, devem controlar a ansiedade do homem contemporâneo que quer resultado imediato. Mas do que resultado imediato, é mais importante o acompanhamento adequado com um ambiente que favoreça a aprendizagem dos filhos. Os pais devem propiciar um ambiente reforçador para os filhos, e saber que punição não vai fazer ele aprender melhor, o disléxico tem uma real dificuldade em aprender com a forma convencional, e não é sua escolha ter essa característica. Os pais que tem dúvidas sobre o diagnóstico de seus filhos devem procurar profissionais adequados, que sejam formados em distúrbios de aprendizagem e dislexia". 
 Fonte: Nature 431, 2004, pág.71)

sábado, 5 de novembro de 2016

NUNCA PENSEI QUE ELE FOSSE GAY, E AGORA? (Parte 3-final)


O que se deve saber quando se descobre que está em um relacionamento com alguém que tem tendências homossexuais? (Parte 1)


Agora, uma vez descoberta a tendência homossexual no namorado (ou pretendente), surge a grande dificuldade de resolver a questão. Por um lado, existe o amor que "tudo supera", por outro, o medo de não ser valorizada, e satisfeita em sua sexualidade após o casamento. 
Afinal, vale a pena construir uma família, com um homem que tem consciência de sua tendência homossexual? 
É possível conviver bem com o medo de ser relegada mais tarde? 
Ou será que o amor deve ser maior do que todos esses desafios? 
Uma coisa é certa: antes de se casar com um homem nessas condições, é preciso saber os "riscos" que isso implica.
Alguns psicólogos acreditam que, um rapaz com tendência homossexual, vai levar esse dilema durante toda a sua vida, esteja se relacionando ou não com uma mulher. 
A carne tende para um comportamento, mas a cognição e a moralidade, condena aquele comportamento que a carne deseja. 
Outra coisa é certa, ninguém pode mudar ninguém. 
A moça quando está apaixonada, acha que tem a onipotência de mudar a pessoa. 
No caso da homossexualidade, não funciona assim.
Esse jovem com tendência homossexual terá recaídas, pois o seu objeto reforçador não é a mulher, mas relacionamentos e relações homossexuais que se tornarão constantes e mais cedo ou mais tarde incontroláveis. Raramente ocorre reversão no processo, de modo que não aparecem casos relatados em pesquisas científicas plausíveis. 
É um dilema viver a privação da verdadeira atração sexual, de forma que existe um reforço natural não satisfeito, daí percebe-se que a probabilidade de insatisfação no relacionamento heterossexual pode causar grandes conflitos por parte do próprio sujeito homossexual. 
A parceira não pode saciar a tendência homossexual, e o parceiro, com o passar do tempo pode procurar fora do relacionamento os reforços que não encontra em sua relação. Assim, a aprovação social (que mantem a relação heterossexual estável  de forma a não ser condenado pela sociedade) pode ser deixada de lado, e podem ocorrer buscas de relações homossexuais. 
Sobre a aprovação social, é justamente ela que mantem muitas relações. É daí que nasceu a expressão "gays enrustidos", "gays no armário" etc... A aprovação social que os mantem sem ser "condenados socialmente" é mais satisfatória do que o enfrentamento social de assumir uma sexualidade muitas vezes rejeitada pela família e pelos amigos.
Isso fica bem nítido no filme "O segredo de Brokeback Mountain" onde os personagens principais descobrem-se atraídos um pelo outro e mantem as relações com suas parceiras.
Então, para as moças, ficam dois questionamentos: o relacionamento com um jovem com tendência homossexual deverá ser envolto de uma "batalha" constante contra essa tendência cada dia mais constante, vale a pena para você bancar essa relação, ou é melhor canalizar seus desejos em uma relação com um jovem heterossexual?

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

NUNCA PENSEI QUE ELE FOSSE GAY, E AGORA? parte 2





Homossexuais não assumidos ainda recorrem a casamentos falsos para esconder suas verdadeiras preferências? (Parte 2)


Aqui vão três perguntas que são comuns em relacionamentos com sujeitos homossexuais:

  • HOMOSSEXUAIS NÃO ASSUMIDOS AINDA RECORREM A CASAMENTOS FALSOS PARA ESCONDER SUAS VERDADEIRAS PREFERÊNCIAS?

Sim. No passado, eles costumavam dizer que a sociedade tradicional forçava-os a casar, mas agora esta desculpa já está ultrapassada (pelo menos nos países onde o cristianismo caminha rumo à decadência, como Estados Unidos e na Grã-Bretanha). Para alguns, o casamento ainda é uma maneira de preservar a identidade masculina numa cultura conservadora. 
  • UMA RELAÇÃO SEXUAL ANTES DO CASAMENTO PODE GARANTIR A HETEROSSEXUALIDADE ABSOLUTA DO FUTURO CÔNJUGE?
Claro que não. Há muitos bissexuais e até mesmo heterossexuais que são atraídos pelo homossexualismo. Diariamente, homens casados, pais de família, deixam suas esposas para viver na companhia de outros homens. É preciso ter cuidado, pois existe um "mundo secreto" organizado por homens que praticam sexo homossexual que tem colocado namoradas e esposas em xeque tendo, muitas vezes, o fim do relacionamento.

  • COMO UMA MULHER DEVE PROCEDER NA HORA DE ESCOLHER SEU FUTURO CÔNJUGE?
Com muita cautela. Como vivemos em uma era (pelo menos nas áreas mais cosmopolitas) em que os relacionamentos homossexuais tem ótima aceitação, as mulheres não podem estar desatentas diante da possível ocorrência desta situação na vida de seus companheiros. Por isso tome cuidado. Confira sempre. Tenha os seus amigos como conselheiros e os amigos dele como referência. Faça perguntas a ele "sempre" que necessário, mesmo que elas lhe deixem numa situação desconfortável. Se algo lhe parecer suspeito, investigue. 

Não há nada de errado em tomar fortes precauções para não cometer falhas numa das decisões mais importantes de sua vida. As pessoas vivem dúbias, e não somente no mundo gay. Milhões de homens heterossexuais estão viciados em pornografia e muitos deles apresentam estes sintomas bem antes do casamento sem que suas companheiras sequer percebam qualquer evidência. 

NUNCA PENSEI QUE ELE FOSSE GAY, E AGORA? (Parte 1)


 
        É comum observar que as pessoas buscam conquistar um bom futuro profissional, conhecer uma pessoa com os mesmos objetivos, para assim construir uma família. 
        Percebe-se atualmente que existem alguns percalços, dentre eles, à sexualidade dos rapazes. 
    Muitos rapazes considerados "bons partidos" podem esconder um segredo: uma tendência homossexual".
        Os sujeitos apresentam uma inclinação para se relacionarem com pessoas dos mesmos grupos, de modo que é comum uma jovem evangélica procurar um jovem evangélico para namorar, ou de qualquer outra religião, pois nos relacionamos com pessoas que apresentam características que nos aproximam, ou seja, que são reforçadoras.
        "Na religião, que condena o comportamento homossexual, um jovem que possui esta tendência terá como consequência "esconder" a tendência homossexual, mas o fato do jovem ser religioso não implica evidentemente que seja homossexual,  de modo que o jovem nesse quadro, esconderá a sua tendência para não ser expulso do grupo e, por isso, é comum que se adote o comportamento aceito, mas um dia aquela tendência homossexual vai aflorar", como cita Marcos Inhauser, pesquisador de comportamentos religiosos no Brasil.
      Dentre os critérios a serem observados pelas meninas em relação ao seu futuro marido: saúde emocional, afinidade intelectual, projetos em comum, compatibilidade de gênero e no caso das moças religiosas, "compromisso com Deus", além da preocupação com a tendência sexual do rapaz.
     O caminho para lidar com a situação deve estar embasado em um diálogo honesto e aberto, embora não exista um seguro de infalibilidade na sexualidade das pessoas.
        Perceber como é o relacionamento de um rapaz com a família também pode ser outra maneira de tentar entender a sexualidade dele.
        Em uma perspectiva comportamental, um rapaz com tendência homossexual poderá ter mais amizades com outros com as mesmas preferências, pois certamente em um grupo onde sua tendência for aversiva, terá consequentemente diversas coerções as quais inevitavelmente fugirá ou se esquivará para bloquear as punições que recebe. já em relação ao comportamento verbal, o diálogo fica mais embasado no tema da homossexualidade, seja por negação ou por assuntos ou mesmo piadas de duplo sentido relacionadas, as brincadeiras em relação aos amigos, podem ser também com traços homossexuais com carícias e outros gestos comportamentais, chamados tipicamente como "trejeitos".         Por último, avaliar em que nível está o desejo dele pela namorada. Os hormônios trazem uma certa vibração e fogosidade para a relação. Se isso não estiver presente nos momentos de namoro, onde há beijo e abraço, dá para perceber qual é a do rapaz.
É importante destacar aqui que o psicólogo pode auxiliar nesse momento, que pode ser de grande sofrimento psíquico para a moça, ou mesmo para o casal, a busca de um profissional sempre ajudará na relação.
        As duas próximas postagens irão dar continuidade ao assunto de modo que serão abordados outros temas que são sem dúvida de vital importância.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

QUANDO TERMINA A JUVENTUDE?

Em nossa sociedade, existe uma obsessão presente, acerca da resistência em envelhecer. O que é "ser jovem?". Quando termina a juventude? Perguntas essas simples de responder e ao mesmo tempo "polêmicas", que vai em contraponto a atual "ditadura da juventude". O medo ou resistência em envelhecer pode estar diretamente relacionado ao medo da morte, já que faz parte do desenvolvimento o processo de finitude. 
"Juventude... são as pessoas que estão entre os 13 e 24 anos de idade, inclusivo." — Assembleia Geral das Nações Unidas
"Período na vida de uma pessoa entre a infância e a maioridade. Segundo o Banco Mundial, o termo juventude geralmente refere aqueles que estão entre as idades de 13 a 24 anos." — Banco Mundial.
"Pessoas entre os 20 e 25 anos de idade." — Governo de Tasmânia.
Uma coisa é fato, muitos idosos se consideram jovens, muitos adultos de 30, 40 anos também se classificam como jovens. Mas o que determina a juventude não é a opinião de cada um, mas a norma biológica evidenciando que "sob pelo menos um aspecto a morte começa aos 27 anos. Quem descobriu foi o pesquisador Timothy Salthouse, da Universidade da Virgínia, nos EUA. Em 2009, ele divulgou os resultados de um estudo que mediu as habilidades cognitivas de 2 000 pessoas. Segundo Salthouse, o cérebro humano atinge o auge aos 22 anos, fica estável até os 27 e, a partir daí, começa a declinar. Aos 30 anos, diz o pesquisador, várias funções do cérebro já estão bem mais fracas. Isso acontece porque, do ponto de vista evolutivo, ao virar "trintão" você já deveria ter se reproduzido e completado seu ciclo de vida. Lembre-se, por exemplo, de que os homens das cavernas não viviam muito mais do que 30 anos - e que, pelo menos anatomicamente, nosso cérebro é igual ao deles.
Mas não precisa entrar em pânico caso você já tenha passado dos 27. Esse mesmo estudo liderado por Timothy Salthouse revelou também que algumas habilidades, como a verbal, continuam se desenvolvendo até os 60 anos de idade. É que a gente não para de aprender só porque chegou perto dos 30. Para tudo aquilo que exige conhecimento cumulativo, seguimos ampliando nossa capacidade. "Temos plasticidade cerebral", diz a neurologista Célia Roesler, da Academia Brasileira de Neurologia. "Nossos neurônios têm ramificações chamadas dendritos. Quando o cérebro é estimulado, formam-se novos dendritos - ou seja, novas redes de neurônios. Isso nos permite ativar áreas do cérebro que antes eram menos usadas.
Uma pesquisa realizada pelo Instituto Karolinska, na Suécia, demonstra que algo tão simples quanto atividade física pode aumentar a memória operacional e ampliar a capacidade intelectual de um indivíduo em até 8%. Já na Universidade da Califórnia, biólogos conseguiram aumentar as aptidões cognitivas de cachorros apenas mudando a dieta dos animais para uma mais rica em antioxidantes. Ou seja: ainda que o cérebro embique ladeira abaixo a partir dos 27 anos, tudo leva a crer que podemos retardar bastante esse processo.
E tem mais: a ciência ainda não decifrou todos os enigmas do processo de envelhecimento, mas tem cada vez mais controle sobre ele. Alguns cientistas afirmam até que, em 50 anos, nem vai haver mais definição para expectativa de vida, de tanto que as pessoas passarão a viver. Portanto, pode até ser que a morte comece aos 27. Em compensação, ela está demorando cada vez mais para chegar" como destaca a revista superinteressante. 
Na "ditadura da juventude", o que manda é a aparência, assim, muitos idosos procuram cirurgias plasticas, e não somente idosos, mas, cada vez mais, aumenta a porcentagem de pessoas procurando manter uma aparência juvenil. 
Será que realmente envelhecer é ruim? 
Não necessariamente, como muitos sabem, no Japão o respeito aos idosos é tradicionalmente popular, pois são considerados "velhos sábios". Uma coisa é fato, a preocupação com o envelhecimento gera uma ansiedade desnecessária, se você não é idoso, vai se tornar, então é importante que a criança seja criança, que o adolescente seja adolescente, que o jovem ATÉ OS 24, seja jovem, que os adultos sejam adultos, que os idosos sejam idosos, desta forma, com os pés fixos na própria realidade e sem chorar o leite derramado (uma juventude ou infância que já passou), todos possam viver saudavelmente sem conflitos psicológicos com essa perspectiva desenvolvimentista. 
Caso você tenha conflito em entender o processo de envelhecimento, ou sobre o processo de finitude, saiba que sempre poderá contar com a contribuição dos psicólogos, que estão aptos a trabalhar com essa demanda. 

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

SÍNDROME DA "SUPERIORIDADE ILUSÓRIA"

 
    
        Desde tempos remotos personalidades como Sócrates, Darwin, Russell, Santo Agostinho e até Thomas Jefferson, entre outros, tem alertado a humanidade sobre o a ignorância e as suas características. 

“Só sei que nada sei” 
de Sócrates (o filosofo grego). À medida que vamos acumulando experiência sobre um assunto, vamos percebendo o quanto ainda temos para aprender sobre ele.

Charles Darwin disse que: 
“a ignorância gera mais frequentemente confiança do que o conhecimento”.

Isto é, quanto menos sabemos de um determinado assunto maior a tendência para pensarmos que sabemos tudo.
No século XX, o filósofo inglês Bertrand Russell escreveu: 
"O problema com o mundo é que os estúpidos são excessivamente confiantes, e os inteligentes são cheios de dúvidas"

É um pouco o reverso da medalha do que disse Santo Agostinho com 
“o reconhecimento da própria ignorância é a primeira prova de inteligência”

“He who knows most, knows best how little he knows”
Thomas Jefferson

René Descartes
"Daria tudo que sei por metade do que ignoro"

        Dunning e Kruger dois psicólogos da Universidade de Cornell estudaram este fenômeno e realizaram experiências até enunciar a sua hipótese conhecida como o efeito Dunning-Kruger. Para eles este fenômeno é um distúrbio cognitivo pelo qual indivíduos que possuem pouco conhecimento sobre um assunto acreditam saber mais que outros mais bem preparados, porém esta própria incompetência os restringe da habilidade de reconhecer os próprios erros. Estas pessoas sofrem de superioridade ilusória.
        Numa sociedade onde a forma se valoriza mais do que o conteúdo a gente pode terminar contratando ou seguindo os conselhos de um suposto especialista "incompetente" que aparenta saber muito, tomando decisões erradas e chegando a resultados catastróficos. 
        Os portadores dessa síndrome receberam de Dunning o carinhoso apelido de “idiotas confiantes”. “Os incompetentes são frequentemente abençoados com uma confiança inadequada, afiançada por alguma coisa que, para eles, parece conhecimento.”

Este tipo de pessoas falham em:
  • reconhecer sua própria falta de habilidade e as suas limitações;
  • reconhecer as habilidades genuínas em outras pessoas, pessoas que não escutam;
  • reconhecer a extensão de sua própria incompetência;
  • reconhecer e admitir sua própria falta de habilidade, depois que forem treinados para aquela habilidade.
  • Os verdadeiros especialistas raramente se referem a eles como tal e são substancialmente mais modestos do que aqueles que assim se intitulam.
  • Os verdadeiros especialistas sabem que ainda têm um longo caminho a percorrer até o serem, se é que algum dia o serão. Sabem que haverá sempre quem seja melhor e pior do que todos nós em todas as atividades e que, por isso, devemos evitar os rótulos. 
        Todos nós reconhecemos ou vivenciamos uma situação semelhante. Afinal, quem nunca se deparou com alguém, totalmente ignorante em alguma área do conhecimento, que nunca leu nada sobre o assunto, agir como um sábio e tentar refutar ou debater ideias bem estabelecidas, conhecidas e elaboradas por estudiosos e talentosos especialistas? 
Isso em educação é um clássico, muitos profissionais muito reconhecidos são péssimos professores, acontece que o fato de conhecer os conteúdos da sua área de estudo não faz deles especialistas em educação e muito menos bons professores.
        Vivemos na sociedade do conhecimento e no império da complexidade onde o todo de qualquer cenário de atuação é muito mais do que a somatória das partes, e o conhecimento é considerado como algo transitório. Por esse motivo, esta sociedade tem como característica fundamental a reflexão, que é considerada como uma porta aberta a mudança e ao reconhecimento de que o que ontem dávamos por sabido amanha pode ser considerado um completo erro.
        Ou o que é bom e certo num contexto pode ser um completo desastre em outro contexto, algo que os ignorantes de plantão nem sequer reconhecem já que não desenvolveram a sua capacidade de reflexão.
        Uma sociedade onde o diálogo, a capacidade de escutar e de duvidar são os métodos por excelência para crescer e aprender a aprender; quando nos abrimos a escutar e a refletir é como se pedíssemos emprestada a mente dos outros cheia de conhecimentos e experiências para nos enriquecer.

        Lamentavelmente nesta sociedade nos deixamos guiar pela aparência. E as aparências enganam. 

        Tanta é a quantidade de conhecimento que circula na sociedade atual que ao invés de reconhecer as nossas limitações e nos associarmos com outras pessoas que sabem o que não sabemos para completar-nos terminamos perdendo a capacidade de reconhecer os nossos limites.
       Lamentavelmente possuir um titulo, seja de uma universidade nacional ou estrangeira reconhecida não configura nenhuma garantia de conhecimento, e o que é pior encontramos muita gente ocupando cargos de altíssimo nível que não entendem do que falam e que ficam possuídos com gente que pensa diferente, os ignorando e até combatendo.
        Existem hoje muitos profissionais de palco como diz Felipe Machado, que são bons para apresentações, emocionam e cativam o público, mas que em muitos casos não teriam conteúdo a agregar além de frases de efeito e ideias vazias. 
        Uma coisa é certa somos todos aprendizes e mestres, ao mesmo tempo, quando nos topamos com profissionais cheios de si que se apresentam como gênios é um bom momento para começar a duvidar já que ninguém, ninguém sabe tudo.
        Uma das qualidades mais importantes de um profissional hoje é aprender a aprender e isso só se consegue com humildade, aprendendo a escutar.

Artigo do Dr. Daniel Angel Luzzi- Diretor Cognita Educação Digital e Tecnologia Social

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

MODELAÇÃO- APRENDENDO COM GRANDES EXEMPLOS

      Você já parou para pensar sobre o motivo, de existirem pessoas, que são muito eficazes no que fazem?
        Existe alguma pessoa que você admira pelas suas características de personalidade?
        É comum para a criança, dizer: "quando crescer, quero ser igual a meu pai".
A Psicologa Comportamental estuda os tipos de aprendizagens pelos organismos, e um dos tipos de aprendizagem é chamado de modelação, onde, através de um modelo, o sujeito aprende e se desenvolve, seria pela aprendizagem por observação que, de maneira natural, os sujeitos se adaptam ao ambiente.
É através da aprendizagem por observação que as crianças aprendem a andar, através de modelos. No caso das "meninas lobo" Amala e Kamala que aprenderam comportamentos de lobos por observação, como pode-se observar no link, é nítido que elas não aprenderam a andar de forma ereta, por não terem modelos a serem observados. Assim, como os lobos, caminhavam de forma quadrupede.
Isso ocorre diferentemente quando a criança começa a desenvolver a fala, começa a emitir sons (balbuciar), e os mais próximos a alguma palavra é reforçado, (tipicamente os reforços são com atitudes carinhosas com a criança, e pelo comportamento verbal) o que faz com que o sujeito repita esse comportamento. Em psicologia comportamental chamamos o sujeito que reforça o comportamento, de sujeito arbitrário. Ele funciona como um "árbitro", ou seja, através dele os comportamentos são reforçados, punidos ou extintos.
        Modelação é diferente de modelagem, na modelação não existe sujeito arbitrário, o comportamento é adquirido apenas com o modelo; já na modelagem, o sujeito arbitrário reforça o comportamento que tende a se repetir ou priva de reforço para a extinção do comportamento.
        Sabendo disso, podemos destacar que podemos seguir os modelos de pessoas com habilidades específicas. Você pode assim, observar os comportamentos de seu líder, se quiser ter características similares a ele. Existe uma frase popular que elucida essa questão da modelação... 
        "Diga-me com quem andas que eu te direi quem és". 
        Na bíblia sagrada se encontram frases similares a essa, "Quem anda com os sábios será sábio; mas o companheiro dos tolos sofre aflição" (Provérbios:13,20).
Com isso, observa-se que é típico do senso comum esse conhecimento da modelação.
        Albert Bandura (1925) estudou as influências da aprendizagem por observação, desenvolvendo assim a "teoria da aprendizagem social", sendo a capacidade de reprodução de um comportamento observado. 
        Sem a observação, certos comportamentos não podem ser aprendidos. Bandura destaca que nós aprendemos exclusivamente pelos nossos mecanismos reflexos. Nas situações sociais aprendemos pela imitação, observação e reprodução do comportamento dos outros. 
        Isso esclarece porque não adianta uma pai ou uma mãe orientar os filhos a não fumarem se os mesmos fumam. Aprendemos com os exemplos e os exemplos valem mais que mil palavras. 
        Nesta perspectiva, percebemos que a frase "faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço" além de ineficiente é uma falacia do sendo comum. 
        Conclui-se dizendo que a aprendizagem por observação não pode ser desconsiderada, e aprendemos através do ambiente. O condicionamento clássico, é, e foi muito estudado, e tem perfeita congruência com os estudos de Skinner, acerca do comportamento operante.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

PSICOLOGIA CONSTRUTIVISTA E O FILME "A CORRENTE DO BEM"




Sabe-se que o indivíduo é biopsicossocial, sendo assim um indivíduo saudável deve ter todos os campos de sua vida bem ajustados. É importante que se destaque a visão científica atual do indivíduo, que é holística, para um melhor entendimento da influência da aprendizagem, fatores que independentemente da linha teórica são integrados.
        No filme “A corrente do bem”, o professor levanta uma série de questionamentos a seus alunos, se destaca o fato de não respondê-las. Ele elabora as respostas a partir do conhecimento de seus alunos, assim, considerando o que já faz parte da estrutura cognitiva prévia.
        As perguntas levantadas logo no princípio da aula tem o objetivo de desconstruir e causar uma “desequilibração”, como diz Piaget em sua teoria para gerar novas “assimilações”.
        Esse episódio contempla também a Teoria de Ausubel onde é relatado que “o fator mais importante que influencia a aprendizagem é aquilo que o aluno já sabe; descubra isso e ensine-o de acordo”. O professor faz exatamente isso ao questionar os alunos e pedir sua participação. Quando propõe a atividade para o ano letivo, não invalida o ponto de vista dos alunos. Uma aluna fala: “isso é tão...” ele não dá uma resposta pronta, mas com o auxílio e conhecimento dos demais propõe um novo conhecimento.
        Vygotsky se preocupa com o desenvolvimento da linguagem e suas relações com o pensamento, o professor desenvolveu isso com a inserção de novas palavras ao vocabulário.
        Na teoria de Ausubel a metodologia da aula não é expositiva com respostas prontas e sim por “descobertas” onde o estudante é convidado a buscar as respostas, seja na experimentação da proposta de atividade para o ano, ou ainda, com a busca pelo significado das palavras, fator que se generalizou para a mãe de um dos estudantes buscando em dicionário o significado da palavra “eufemismo”.
        Quando a proposta para o ano, elaborada pelo professor é “assimilada” pelos alunos é gerada a “acomodação”, ou seja, a mudança na estrutura cognitiva e “equilibração” do conhecimento adquirido.
        Ainda segundo a Teoria de Piaget, um fator importante é a formação de sujeitos “criativos, inventivos e descobrintes”, isso é contemplado na proposta de atividade levantada pelo professor, pois instigou os alunos a “criarem” uma maneira de executar a atividade utilizando seus prévios conhecimentos e assimilações de eventos anteriores.         
        Conforme a teoria de Vigotsky, os alunos tiveram que planejar a partir das suas relações que estabelecem com o meio, nas palavras do professor “no mundo lá fora”. Na aula de estudos sociais o professor serviu como intermediador entre os alunos e o meio. Depois que a atividade proposta pelo professor foi internalizada pelos alunos, o aluno Trevor desenvolve um signo, ou seja, elabora em diagrama, seu propósito, para que possa mediar e para poder explicar aos outros de seu meio.
        O professor questiona sobre o que o mundo significa o que ainda se enquadra na Teoria de Vigotsky com a elaboração dos significados dos signos e sua importância na interação com o meio.
        Assim com a “zona de desenvolvimento proximal”, fator importante em sua teoria, destaca se o ponto que a criança precisa da ajuda de terceiros para que o conhecimento seja apropriado, “assimilado”, “equilibrado” pela criança. Isso ocorre com Trevor, quando precisa da experimentação de sua ideia em algumas pessoas, ele queria testar sua proposta e verificar se funcionava.

        Por fim é importante destacar que os conhecimentos dos teóricos Vigotsky, Ausubel e Piaget, e outros teóricos como Skinner e Wallon, contribuem para o desenvolvimento do trabalho do educador e outros profissionais da saúde e educação. É importante que a linha de pensamento dos teóricos acima esteja em conformidade com os objetivos acadêmicos do educador, tendo em vista um melhor desenvolvimento da aprendizagem em seus alunos.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

CONVERSANDO SOBRE HENRY WALLON

        Henry Wallon fundamentou suas ideias em 4 elementos que se comunicam o tempo todo:
Afetividade, motivação, inteligência e formação do EU como pessoa.
        Ele define alguns períodos cujo desenvolvimento tem em vista os fatores emocionais, fator que o diferencia dos demais teóricos.

Período de Vida Intra-Uterina:

  Total dependência fisiológica marcada por reações motoras.
        
Estágio Impulsivo Emocional: Em geral de 0 a 1 ano.

0 a 3 meses: Impulsividade predomínio das reações puramente fisiológicas (espasmos, contrações, gritos).

3 a 9 meses Período Emocional: aparição de mímica (sorriso) as emoções são o principal instrumento de interação com o meio, neste período o contato como a mamãe-bebê é fundamental, as emoções prevalecem.

9 a 12 meses: os movimentos infantis são um tanto quanto desorientados, começa a sistematização dos exercícios sensório-motores. Exploração do espaço circundante ampliado pela locomoção.

        O Período sensório-motor: segundo Wallon acontece por volta dos dois anos, a criança começa a engatinhar, acontecem os primeiros passos e também as primeiras palavras assim como a imitação.

        O Período do personalismo: dos 3 a 5 anos é um período de confrontos e formação da autonomia, a birra é comum nesta fase.

        Depois destes estágios Wallon descreve:

Período da puberdade e da adolescência: 
( Filme "Aos 13, narra sobre o período da adolescência e destaca algumas situações que podem ocorrer no período)

Onde cita como sendo uma crise comparada a dos 3 anos, é comum a atenção sobre sua própria pessoa, acontece a crise de identidade, é comum ocorrer decisões precipitadas e escolhas erradas é uma fase de profundas descobertas. 

Período da Fase Adulta: 


A pessoa atinge um certo equilíbrio entre o desenvolvimento emocional e o intelectual. Nós estamos em constante transformação. E o adulto continua se desenvolvendo, pois o conhecimento não é estático.

Utiliza-se como exemplo o Filme “O Jardim Secreto”.

        Ele  retrata a história de Collin, um menino que até os 10 anos viveu em seu quarto. Collin foi privado do contato com o mundo exterior por apresentar uma suposta doença. Não teve interação com outras crianças. Collin pulou alguns estágios de desenvolvimento descritas por Walon.
  • Período Impulsivo emocional pois foi privado do contato com o mundo.
  • Período Sensório-Motor, pois não andou no tempo determinado.
  • Período do Personalismo, a falta de contato com outras crianças prejudicou a formação da autonomia de Collin. Sua vida mudou com a chegada de sua prima. 

        Foi preciso a presença de uma criança para mostrar suas possibilidades. Collin decide enfrentar o mundo. Passa a interagir com a natureza, situações que até então eram desconhecidas. 
Conseguiu superar seus maiores obstáculos e passou a ter uma nova vida.


“Há duas formas para viver a sua vida: Uma é acreditar que não existe milagre. A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre”. Albert Einstein

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